(...) Corri, mas parei, o meu corpo era percorrido pelo cansaço e pela vontade de desistir, olhei o céu, senti algo dentro de mim, algo a apoderar-se, não sei o que era. Era poderoso, era eficaz, fez-me levantar e voltar a correr, correr atrás dos sonhos, atrás do real e do que me faz viver.
Agora tudo é diferente, não sei onde guardo os meus sonhos, parece que não tenho objectivos. Os dias passam e cada vez mais a dor aperta. Tento fingir que esta tudo bem, tento não falar sobre o assunto, mas a dor vai aumentando e aumentando.
Tento me esconder na escuridão da noite, tento não criar um inferno dentro de mim, tento não ser torturada pelos os meus pensamentos maus, sinto-me escrava pela a devastação que invade o meu coração.
Cada lágrima que choro deve-se á tua ida embora, foste sem eu saber.
Aquilo em que eu acredito talvez para ti não faça sentido mas um dia ambos já acreditamos na mesma coisa e ambos dissemos e sonhamos com o mesmo até que quiseste partir e não te importas-te. (...)

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