quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Enquanto existir memorias, as recordações serão sempre recordadas (...)

 
Há uns tempos passei por ti na rua, estavas com outra rapariga, ela era bonita e parecia simpática. Reparei que olhavas para ela com um olhar feliz, mas ela parecia não te ligar muito. Nessa altura relembrei momentos nossos, onde passeávamos de mãos dadas e era raro o momento que não te desse uma chapada ou então fazia com que o teu chapéu caísse ao chão, lembro-me do teu sorriso quando só fazia asneiras na rua ou das nossas caras serias que quando falávamos de alguma coisa importante, e no meio eu ponha um bocado de veneno com o meu ciume. Ou então os teus beijos de despedida que não me apetecia nada ir embora depois.
Olha eu sei que talvez tenha sido idiota contigo e não a mais correcta em discussões e momentos não apropriados. Provavelmente em vez de discutir devia te abraçar e sussurrar ao teu ouvido que me fazias a mulher mais feliz do mundo, ou então em vez de ficar amuada por coisas mínimas devia te beijar para a conversa acabar. Desculpa se quando fazias alguma coisa boa e eu nunca reparei e nunca te dei valor, sim sim diz lá outra vez que eu só vejo o quero, sem problema desta vez tens razão. E quando ias jogar, desculpa se não te desejei boa sorte ou então quando acabavam não te perguntava se tinha corrido bem, desculpa senão me interessava muito pelo o futebol, mas tens que perceber nem todas as mulheres percebem desse tipo de jogos. Sim chama-me estúpida por nunca ter te dado um abraço daqueles grandes e prolongados, mas tu também nunca quisses-te provavelmente. Ok, podes-me dar as chapadas que quiseres por eu te irritar sem motivo, por berrar contigo sem justificação e por passado 5 minutos estar a pedir desculpa.
Eu devia ter ficado do teu lado, te ter dado o meu apoio em tudo, ter te segurado como se fosses o meu mundo e não te dar razões para te zangares comigo. Eu devia ter-te deixado dormir quando chegava de manha e tu com preguiça prendendo-me para ficar quieta, ou então de manha acordar-te com beijinhos e não com chapadas. Desculpa se não reparei em algo novo que tinhas e que não te disse nada. Nunca percebi muito bem aquela mania que tinhas de me ferrar no primeiro sitio que encontrasses sem eu fazer nada, ou então aquela tua mania de nunca ouvires o telemóvel quando tocava. Lembro-me sim da tua primeira cena de ciumes que me fez pensar que tudo estava acabado só porque não queria te ver metido em confusões com um amigo meu, mas foi nesse dia que te disse o meu primeiro Amo-te sincero. Eu nunca deveria ter-te largado enquanto me abraçavas só porque o telemóvel tinha tocado.
Mas voltando á realidade futura, tu estavas ali, com outra rapariga a sorrir da maneira que me sorrias e abraça-la da maneira que me abraçavas.
 Mas agora olha para mim e diz-me se não sentes mais nada, se tudo o que o tempo levou deixou ou não marcas ai na tua vida que já não faz parte da minha. Pega na primeira coisa que te aparecer á frente e parte jogando na parede atrás de mim e diz que já me disses-te montes de vezes o que sentes.
A falar em parede, lembras-te quando te dei um murro no olho e tu rias-te sem parar? Ou então daquela vez que caímos da tua cama? Ou daquela que demos gargalhadas á beira mar? Ou lembras-te ainda daquela primeira fotografia que tiramos juntos quando dormia no peito no sofá?
São boas memorias que simplesmente agora são só mesmo isso, memorias de alguém que te guarda no coração, e que esta feliz por te ver a passear de mão dada com a pessoa que não te arrancou esse sorriso e esse olhar de felicidade. Eu agora vou-me embora, e desculpa-me as sms's á noite mandadas antes de dormir por estar a pensar em ti. Sorri, para mim ou por mim por tudo ou por nada, ou sorri se simplesmente eu merecer desta vez (...)
 
Texto com ideias tiradas de outro texto! Este feito com palavras minha!
 
 
 
 

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