sábado, 8 de setembro de 2012

chiuu (...)

(....) Continuavas a pensar, nas suas mãos fortes que te seguravam, que te abraçavam, no calor do seu corpo que te aquecia em dias de frio. Perdias sempre nos jogos sujos dele, e acreditavas em todas as palavras que ele dizia mesmo não sendo verdade. Ele tinha um lado que desconhecias, um lado que não valia a pena permaneceres do seu lado, um lado cruel e frio.
Jogas-te nas chamas as vossas coisas, acabas-te por ver algo morrer, porque sabias que aquela seria a ultima vez que irias ouvir falar dele.
Escondes-te do mundo, refugias-te no espaço que era só teu, espalhas as coisas no chão,observas os cacos que partis-te, as cortinas arrancadas, o sentimento de desejo e  a raiva invadiu aquele espaço. O choro, a gargalhada nervosa, o sorriso vingador e a coragem determinada.
As fotografias queimadas, cartas rasgadas, as palavras bonitas desfeitas, e o mundo a cair lentamente. As roupas sujas de sangue, dos cortes mal dados, das facadas dadas, e com o suor da dor que o teu corpo sente.
A prisão que sentes, por estar ligado a algo que já não tens, as lágrimas derramadas secas com o vento quente. Depois o banho, gelado, onde a agua percorre o teu corpo e tu não te mexes, ficas lá sem pensares no que existe depois daquela porta fechada do banheiro. Pensas que tudo esta acabado e que o mundo para ti já não faz sentido, e o que para ti era bom, trazia tempestade para a região.

E passado algum tempo de tudo acalmar, ainda adormeces e acordas á beira da porta, á espera que ele volte. E mesmo sabendo que destruis-te tudo, e tudo o que passas-te, tu sais de casa e vais á procura dele, na esperança que a felicidade que ele um dia te tirou de devolva outra vez. (...)






Sem comentários:

Enviar um comentário