(...) Admito sim, que sou fraca, por vezes dura comigo mesma. Sempre cai e me levantei de seguida com a vergonha que alguém reparasse nisso, mas a vergonha desapareceu e eu desta vez cai porque quis e fiquei no chão porque já não tinha forças.
Tudo é fácil, tudo é bonito, menos quando acontece connosco. Já senti falta, saudade de algo que me podia fazer esboçar um sorriso do nada, mas deixei-me disso. Guardei a falta que me fazias e tentei apagar as saudades.
Sou uma personagem diferente, uma personagem com uma personalidade demasiado forte, sou teimosa, resmungona, mas sempre com um sorriso para dar, mesmo que alguma coisa não estivesse bem. Armei-me diversas vezes em forte e acabei por tropeçar nos meus próprios pés. Olhei á minha volta e já quase nada estava no sitio, as mudanças, as coisas novas, faziam com que tudo o que girasse á minha volta ficasse diferente.
Então parei, fechei os olhos e vi na escuridão que afinal a minha vida andou para a frente, e eu fui a única a deixar-me ficar para trás. Estava eu a lutar por algo que já não existia á muito tempo. Então ai abri os olhos, fui aos últimos anos e tentei descobri o que estava mudado, certificar-me que já não podia fazer mais nada.
Ai reparei, nas fotografias, nas palavras bonitas, de todas aquelas coisas que eram "nossas" e que agora era minhas e pertenciam ao meu passado. Quando dei por mim, já tinha eliminado tudo, e tudo se encontrava na reciclagem, e tinha a certeza que não queria restaurar nada daquilo, e decidi excluir premamentemente.
E puff ... do nada, nada tinha.
Por momentos arrependi-me, mas lembrei-me que já me arrependi demasiadas vezes, e desta vez, teria virado as costas, e desistido de tudo o que, talvez poderia a ser a minha felicidade.
Sim, desisti, desisti de ti, porque já não faz sentido, desisti de nós, porque 1 coração não suporta fazer o lugar de 2, desisti porque nada vale a pena agora.
Desisti porque quero acordar, sorrir e pensar que só eu é que sou importante. " (...)

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