quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Avião de papel (...)

Ela estava na estação de comboios pronta para ir trabalhar, enquando esperava decidiu dar uma vista de olhos a uns documentos, mas do nada o vento apareceu e uma das folhas libertou-se das suas mãos e ficou colada nas costas de um homem por perto. Toda envergonhada chegou-se perto, retirou a folha e pediu desculpa, ele olhou e sorriu, e não conseguiram evitar a troca de olhares. Ela afostou e foi para o mesmo sitio onde estava no inico. Mas o vento mais uma vez fez das suas, aparecendo de repende fez com que aquele homem perde-se uma das folhas que trazia no dosier, mas ficou barrada desta vez na cara da ela, ele aproximou-se retirou a folha e pediu desculpa sorrindo, e ela quando olhou para a folha tinha ficado com a marca do seu batão, e soltou um sorriso timido.
Tinha acabado de chegar um comboio, mas não era para a jovem, mas sim para ele, e ele entrou. Eles foram se olhando enquanto o comboio se afastava. Ela ficou a pensar nele o dia todo, e o nervosismo miudinho não a ajudava.
Aquele homem também pensava nela, e apesar de ir para um trabalho chato, onde separava papeis, era nela que ele pensava.
Quando olhou pela a janela do seu escritorio, onde era dividido por mais colaboradores, reparou que aquela mulher que ele pensava desde o momento que a viu e que nem sabia o nome dela, estava no edificio a frente.
Ficou radiante e tentou chamar a sua atenção. Assenou, bateu no vidro, mas nada, ela não olhou. O chefe chegou a sua beira e pediu para ele sossegar e trouxe-lhe uma montanha de papeis para separar. Quando o chefe virou as costas ele teve uma ideia, fez um avião de papel e tentou atira-lo para o outro edificio para acertar nela.
Tentou, tentou e tentou, e os avioes batiam sempre ao lado. Até que os papeis acabaram e só lhe sobrava o avião onde continha o batão da jovem, então ele ariscou mais uma vez, e quando o atirou um passaro acertou-lhe, e a mulher ja não estava lá. Então ele decidiu ir a correr para ver a encontrava.
O avião de papel com o formato dos labios dela foi parar a beira de todos os outros avisões que falharam.
O homem quando chegou a porta do predio já não viu a jovem, ela ja teria ido embora e ele não sabia por onde, então desiludido virou as costas para regressar ao trabalho.
Por magia, o avião do beijo mexeu-se, como que quisesse voar, e levantou, e fez com que todos os aviões se levantassem também, e seguiram ao encontro do homem, pegaram nele e estavam a leva-lo para outro lugar.
 O avião do beijo procurou a mulher, e econtrou-a numa florista onde pouxou em cima das flores a frente dela. A jovem quando o viu ficou admirada, o avião tentou puxa-la com ele para um outro lugar também, ela corria atras daquele avião, enquanto dava gargalhadas inesperadas.
Os outros aviões teriam levado o homem para o comboio, e mesmo sendo teimoso acabou por ir onde os aviões de papel queriam.
Saiu na estação onde tinha estado de manha, e por supressa, estava lá a jovem com o avião de papel na mão. Sorriram envergonhados, e mesmo sem se conheceram já se tinham apaixonado, acabando assim por se beijar, com o avião de papel na mão (...)



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