A minha almofada tornou-se o meu segundo "eu". Existem dias que eu a agarro forte e tento que a minha carência desapareça, mas é impossível pois ninguém sobrevive sem mimos. Ela também é a minha melhor amiga de verdade. É com ela que falo, choro, lamento, discuto, conto os meus segredos todos, e as vezes chegamos a ter conversas muito serias.
Acordar passou a significar lembranças. É uma felicidade infeliz, amo-me e amo... alguém por ai.
Meu coração chama por mim para me dizer que esta em pedacinhos pequeninos, mas o meu lado frio e duro faz com que não queria saber. Mas as vezes, eu ainda o ouço quando ele me berra muito alto, e então vem as lembras, sou incapaz de esquecer a distância, e o sofrimento que isso irá causar.
Em certas noites, admito a mim mesma que não quero saber de ti, e que não me fazes falta, e então ai amaldiçoo qualquer tipo de sentimento.
Chega a ser irónico, não te querer e ai mesmo tempo saber que a minha vida já não é nada sem ti.
Mesmo tendo muita gente do meu lado, ninguém se compara a ti. Não me imagino sem a tua presença, na verdade as vezes até costumo te imaginar ao meu lado. Creio que esse sentimento seja igual para os dois lados... espero eu.
Sei que todas as noites esperas que te conte como foi o meu dia, e que te diga que és a melhor coisa que tenho na vida. Sei também que estas sempre a espera para me reconfortar, e as vezes nem te ligo nenhuma.
Mas verdade é que também tenho medo que não estejas a minha espera todas as noites para eu te poder agarrar com força, chorar com raiva, e rir com vontade. Obrigada almofada, por seres a única que não vais embora.
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