sábado, 16 de fevereiro de 2013

Obrigada (...)

Ontem a noite antes de ir dormir, veio-me a tua imagem a cabeça, gostava imenso que tivesses aqui para poder conversar contigo, pois na verdade nunca tivemos essa oportunidade.. Sinto-me um pouco perdida, e tu já reparas-te nisso, gostava de obter uma resposta a todas as perguntas que te fiz, e apesar de saber que não me podes falar, acabas por me mandar sinais, sinais esses que para mim tornam-se complicados decifrar. Queria poder perceber o que tens para me dizer, queria ouvir as tuas historias, queria ouvir os teus raspanetes, queria poder por um segundo falar, conversar contigo. Gostava que tivesses aqui para me aconselhar e me dizer o que posso fazer quando estou triste. Será que podes voltar por um segundo só para me puderes dar um braço?
Tenho poucas recordações tuas, mas lembro-me sempre de "cenas" que passamos juntos, mesmo eu sendo muito pequenina. Queria poder olhar para as tuas mãos já velhinhas, enrugadas, com cicatrizes que a vida te deixou, queria olhar para o teu rosto, olhar para os teus olhos azuis, e chamar-me avô só mais uma vez, queria me agarrar ao teu pescoço dar um abraço forte, e dizer que gosto de ti, confessar que as vezes me porto mal, e provavelmente sou a ovelha negra da família, mas que sei que gostas de mim assim.
Os anos até podem passar, mas as memorias, ficam, e ficam guardadas para relembrar sempre.  Obrigada avô, por me aturares quando eu choro que nem um bebé a frente da tua fotografia, obrigada por estares a olhar por mim, obrigada por me protegeres, obrigada por tudo.
Amo-te avô 




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